Acaba de ser publicado trabalho muito interessante (Front. Trop. Dis 5:1369608. https://doi.org/10.3389/fitd.2024.1369608), conduzido com a participação dos pesquisadores e pesquisadoras do iii Silvia Boscardin, Daniela Santoro Rosa, Edécio Cunha-Neto e Jorge Kalil, mostrando o perfil da resposta imune celular em mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da Zika e tiveram filhos com microcefalia.
O estudo mostra, com clareza, que a resposta imune celular (memória imunológica) está presente, de forma vigorosa, 1,5 anos após a infecção. Mostra também que a resposta está presente não só contra o vírus inativado, mas também contra a proteína do envelope (proteína EZIKV) do vírus e a partes dessa proteína expostas na superfície, os chamados ecto-domínios. Os resultados indicam que, à semelhança de outras arboviroses, como a febre amarela e a dengue, uma futura vacina contra o vírus da zika tem grandes chances de ser eficaz e segura. Também abre o caminho para o desenvolvimento de anticorpos específicos para essas regiões da proteína, visando coibir a infecção em mulheres grávidas e evitar o aparecimento da microcefalia em seus bebês.
Imunologia
Buscando desenvolver uma vacina contra a zika
12 de junho de 2024



