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Imunologia

Dá para medir a capacidade de cheirar?

1 de outubro de 2024

Dá para medir a capacidade de cheirar?

A resposta é sim e, em termos de qualidade de vida, a presença de disfunção olfatória (incapacidade de cheirar bem) pode ser muito desalentadora, impactando no gosto e no apetite, induzindo depressão e sensação de isolamento, entre outros sintomas. Um grupo de pesquisadores, que inclui a pesquisadora do iii Viviane Sampaio Boaventura, da Bahia, acaba de publicar na revista Clinics (DOI: 10.1016/j.clinsp.2024.100414) a validação do QOD (Questionnaire for Olfactory Disorders) em português do Brasil.
Ao contrário do que parece, isso não é tarefa simples, bastando traduzir do inglês. É necessário efetuar uma série de testes, tradução reversa, adaptação à cultura local para garantir o fácil entendimento, avaliação por especialistas além de testes feitos em pacientes na vida real. Neste estudo o questionário foi testado em 126 pacientes com perda da capacidade olfatória por vários motivos, incluindo infecção da COVID-19, com duração acima de um mês. Os resultados foram consistentes e altamente confiáveis. Agora este questionário poderá ser utilizado numa variedade de situações que afetam a capacidade de cheiro, tais como, envelhecimento, sinusites, lesões traumáticas na cabeça e, ainda, as doenças de Alzheimer e Parkinson, além de, é claro, a própria COVID-19, ajudando a desvendar o mecanismo que provoca a perda da capacidade de cheiro nessa infecção que já atingiu estimados 37 milhões de brasileiros.