Nesta postagem comentaremos sobre não um, mas 3 publicações, todas muito recentes (novembro de 2024 e janeiro de 2025) e referentes ao ensaio BRACE (BCG Vaccination to Protect Healthcare Workers Against COVID-19), um ensaio de fase 3, multicêntrico, randomizado, controlado por placebo, que teve lugar em 5 países (Austrália, Espanha, Holanda, Brasil e Reino Unido) e contou com a participação de dois dos novos membros do iii, Julio Croda e Marcus Vinicius Guimarães Lacerda (https://www.journalofinfection.com/article/S0163-4453(24)00201-9/pdf; https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cti2.70023; https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0163445325000301). Esse ensaio clínico avaliou o impacto da vacinação prévia com BCG de trabalhadores da saúde acometidos com doença respiratória devido ou não à infecção com SarsCOV-2 (PACS, síndrome pós-Covid 19 aguda ou Covid longa). Um dos sub-estudos mostrou que a vacinação com BCG acarreta um perfil de imunomodulação, notadamente de produção de citocinas, na resposta contra o vírus da Covid-19! No entanto, essa diminuição da resposta imune contra o preparado teste do vírus é completamente revertida após os participantes do pesquisa receberem a vacina tanto da Oxford-AstraZeneca quanto da Pfizer.
Já o seguimento prospectivo ao longo de 12 meses, dos indivíduos sem Covid-19 prévia incluídos no estudo BRACE, mostrou que a doença respiratória na Covid-19 é, de modo geral, mais severa do que a causada por outras doenças respiratórias e vem frequentemente acompanhada de fadiga, dores de cabeça e musculares e perda do sentido do gosto e cheiro. Há muitos detalhes interessantes nesses artigos e uma rápida apresentação dos dados pode ser acessada em https://www.instagram.com/oficialfiocruz/reel/CrlLuFJxvPj/ , referente à primeira publicação no New England Journal of Medicine (https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2212616), em abril de 2023.



