O supertime da Bahia que inclui os pesquisadores Aldina Barral, Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira e Natália Machado Tavares acaba de publicar um estudo mostrando como níveis altos de glicose impactam na infecção por Leishmania brasiliensis. Já sabíamos que pessoas com diabetes tem mais dificuldade de curar a leishmaniose cutânea. Nesse estudo, observamos que o parasita “adora” a glicose, aumentando seu número nas células infectadas e aumentando a sua viabilidade. Um dos motivos pelo qual isso acontece é porque as células, no caso, macrófagos, em ambiente rico em glicose (hiperglicêmico), apresentam redução de receptores Toll 2 e 4 (TLR2 e TLR4), essenciais no combate à essa infecção, pois auxiliam na indução das espécies reativas de oxigênio que irão controlar a o número de parasitas dentro da célula. E, de fato, em concordância com os resultados observados in vitro, biópsias de lesões cutâneas de pacientes com leishmaniose portadores de diabetes mostram menor expressão desses receptores tipo Toll. Maiores detalhes, incluindo perfil de produção de citocinas em células infectadas cultivadas em ambiente rico em glicose estão disponíveis em https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/22221751.2025.2475824, em acesso aberto.
Imunologia
E o pesquisador iii publicou #4
10 de junho de 2025



