Pode até dar no New York Times, mas primeiro dá na Science News: A febre Oropuche chegou com força (https://www.science.org/content/article/virus-spreading-in-latin-america-may-cause-stillbirths-and-birth-defects) no Brasil. Já há 7044 casos confirmados em 2024, contra menos de mil em 2023. Há algumas mortes registradas e casos de microcefalia em bebês de gestantes infectadas sendo avaliados. Parece familiar? Pois é, lembra bem o surto de Zika que ocorreu no passado recente, não é mesmo?
Coincidentemente, ou não, nos dias 29 e 30 de julho de 2024 teve lugar, na Fiocruz do Rio de Janeiro, a importante reunião do CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations), uma parceria em nível global que busca acelerar o desenvolvimento de vacinas e biológicos para combater patógenos emergentes, com representantes dos órgãos multilaterais de Saúde (WHO, PAHO), das agências de vários países africanos e de institutos brasileiros, entre outros, envolvidos nessa grande empreitada.
Essa reunião vem ressaltar, novamente, como são importantes essas parcerias nacionais e internacionais. Postamos em 3 de julho passado, uma entrevista do Prof. Jorge Kalil contando de sua experiência junto ao Ministério da Saúde no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19. E num blog de 12 de junho já havíamos contado a vocês sobre a participação do Prof. Kalil na elaboração do R&D Blueprint da WHO que justamente trata das questões que a Coalizão CEPI tenta resolver, firmando parcerias com a indústria e a academia, obtendo financiamento e coordenando os esforços para maior eficiência nos resultados. Desta vez tivemos a participação do Prof. Manoel Barral-Netto falando sobre o AESOP, que é o sistema de alerta para pandemias desenvolvido pela Fiocruz e do Prof. Kalil que também participou, sempre para contribuir com o esforço mundial de enfrentar as epidemias emergentes.
Imunologia
Membros do III na reunião do CEPI
3 de outubro de 2024



